Consumidor Ambientalmente-Paranóico I
por Vinicius Braga, terça-feira, 18 de março de 2008 às 23:42
Nunca fui um consumidor compulsivo por simplesmente ter sido educado para viver em penúria. Mas dos poucos CDs de música que comprei, não os ouço nenhum com freqüência. E isto me faz pensar sobre o nosso processo de compra e quanto ele irá mudar em cenários de matéria prima escassas e de grande pressão ambiental .
O fato é que hoje não consigo mais comprar um produto sem imaginar se realmente preciso dele e por quanto tempo manterei o interesse em seu uso. Esta reflexão veio da minha relação com os meus CDs de música. Com isto, novos fatores determinam a minha compra, qual seja:
- Por quanto irei remunerar uma companhia por ter ameaçado a natureza (preço e culpa)?
- E agora que ela conseguiu o meu interesse, devo adquiri-lo (necessidade correspondida)?
- Os produtos concorrentes são capazes de suprir as mesmas necessidades com um custo menor do meu capital (produtos similares)?
- O produto mais destacado tem peças com materiais nobres?
- As linhas e formas do produto, são exageradas ou discretas?
- As cores são do momento ou
atemporalatemporais
Porque falo tudo isto aqui… tudo para dizer que estamos num momento de reflexão sobre os nossos processos produtivos (e como iremos adequar a nossa sociedade atual, que foi adestrada para “consumir” os produtos que adquire e desprezá-los tão logo um lançamento novo tenha sido apresentado). Enfim… vale me Deus não sei o que vêm pela frente, mas quero ter uma idéia que ajude a todos neste período de transição