Doutor Bactéria – 2ª Parte
por Vinicius Braga, domingo, 20 de abril de 2008 às 22:57
Depois de comparar a contaminação do vaso sanitário com uma bandeja do shopping, o que podemos dizer…
A reportagem teve humor no ponto certo de não ser embaraçoso. A idéia de ficar controlando o número de bactérias que entramos em contato é típica de uma sociedade aterrorizada, e se formos pensar desta maneira, não conseguiríamos nem dar um beijo.
Sobre a reportagem, todo o desenvolvimento seguiu uma lógica clara, sem criar o pavor maior do que já o esperado neste tipo de reportagem sobre bactérias. No entanto, mesmo relacionando todas as doenças possíveis, não fica claro na reportagem se ocorreu algum surto sanitário por causa daquelas bandejas.
O que fica claro é a tentativa sensacionalista, mas isto é comum e não vamos pensar que a imprensa irá mudar. O importante é o alerta generalizado sobre as bandejas de restaurantes na praça de alimentação.
Agora, como o Doutor Bactéria pode fazer o seu show alertando sobre as bandejas da praça de alimentação e ensinando como lavá-las corretamente para os empregados responsáveis por isto, que pela reportagem, não tinham sido bem instruídos, devemos também chamar o Doutor Bactéria para analisar os atendentes de algumas cadeias de fast-food. É comum estes atendentes receberem o dinheiro e fazer o transporte do seu alimento até a sua bandeja, o que o Doutor Bactéria tem a falar sobre isto?
O importante é que a reportagem não teve nenhuma comparação de serviços e tipos de cadeias de alimentação. O que deixou com isenção a informação, e é o que nos interessa aqui.
Até a próxima pessoal.
Parabéns pela análise crítica da matéria. Como pode ver as suspeitas inicialmente colocadas não foram concretizadas e obrigado pelas palavras positivas
um grande abraço
Reply