Cultura Digital

Star Trek 2009

Comentário com “spoilers” do filme, publicado no fórum do “TrekBrasilis”:http://www.trekbrasilis.org/.

Muito bem, domingo de noite da semana de estréia, todos já viram pelo menos uma vez né… Pois bem, lí todos aqui e os comentários no blog também.

Assisti o filme na sexta, uma tarde bonita no Rio de Janeiro na sessão dás 14:00 no New York City Center, aproximadamente 15 pessoas no cinema. Curiosidade, teve um casal já pelos 40 anos de idade, abandonou no meio do filme, possivelmente por compromissos familiares. Enfim, uma sessão calma sem manifestações de todo.

Como um filme em busca da captura da geração Hanna Montana americana, ele tem todos os ingredientes lá mexidos, mas não batidos, porque acrescentaram também as características que estávamos esperando, como fãs de StarTrek.

Esse tipo de filme vertiginoso e intenso poderia não se justificar para StarTrek, mas isto é um engano, porque a própria idade dos personagens não caberia um desenvolvimento lento e de reflexões filosóficas mais aprofundadas. Logo, a crítica a velocidade dos eventos e seu grau de destruição, deseja resgatar um passado que não poderá ser recuperado, sem antes do americano superar a queda das torres gêmeas.

Todos os filmes de lá para cá buscam repetir aquela cena fatídica da destruição das torres, querendo entender aquilo, numa repetição angustiante, e que consome tudo que está em volta como na fumaça tóxica do colapso, em nossa pequena dimensão Trekkie: Vulcano colapsa da mesma maneira.

Para aqueles que expuseram seu coração dizendo que ele é um filme maravilhoso, eu digo: Ele é, maravilhoso!

Porque ele resgata a esperança em cada trekkie que sente com o coração a série.

Para aqueles que desejam patrulhar a cada novo lançamento, buscando relacionar a inconformidade com a série que deu origem, precisamos amadurecer os nossos sentimentos, da mesma forma como nós entramos aos poucos na idade adulta.

Temos que entender que a produção deste nível não se sustenta apenas com as nossas lembranças do passado, mas também buscando a geração Naruto do nosso presente, que o diga a cena de Sulu com uma espada ninja em combate de kenjutsu, quando minutos antes ele referencia a sua arte de luta: esgrima.

Então é isso, o filme tem direção e roteiro como uma grande propaganda de horário nobre, intenso e vazio, mas conquistando os trekkies, como eu, nos pequenos detalhes de nossos personagems tão queridos e que estávamos desejando matar a saudade.

Os atores que chamaram atenção neste filme foram: Karl Urban (Bones), Anton Yelchin (Chekov) e … Zoe Saldana, incrível como ela fica bem naquele uniforme, ela domina quando está em cena com aquele olhar de mulher decidida e apaixonada.

Mais cedo neste tópico, na 1ª página, eu mencionei que existiam alguns ruídos neste filme. Estes ruídos já foram comentados antes aqui, e são eles:

1- Um personagem escada cômico para o Scotty, que alienígena é aquele? Pô se fosse pelo menos fôfo, mas não, é feio de doer e não tem nem como fazer ligação emocional alguma.

2- E o segundo é o beijo de Uhura no transporte, na frente de uma “platéia”, completamente desnecessário e inapropriado para os personagens, que são tão dedicados em suas carreiras profissionais.

Bom, mas nada disto importou muito quando dei 3,5 na votação aqui. Este meio ponto que tirei foi exclusivamente da Trilha Sonora. Se existiu alguma original deste filme. Porque todas as entradas e escapadas musicais tinham referencias às anteriores, e a falta da música tema principal me deixou órfão da Enterprise com o tema de StarTrek, o que me deixa com uma sensação ruim e de vazio. Eu queria ver a Enterprise com a música tema principal ao fundo, o que custa isto? Agora colocam planetas e o espaço com a música no final, se lá fosse um filme da série científica do Carl Sagan Cosmos, mas não gente, é Star Trek, cadê a Enterprise????

hum… é isso, AMEI O FILME e vou assistí-lo de novo amanhã.

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